Explosões no Nord Stream: Fico critica teoria de "mergulhadores ucranianos bêbados"

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, classificou como "absurda" a alegação de que os gasodutos Nord Stream foram destruídos por um grupo de mergulhadores ucranianos a bordo de uma pequena embarcação.

Os gasodutos Nord Stream, que transportavam gás natural da Rússia para a Alemanha através do Mar Báltico, foram alvos de sabotagem em setembro de 2022, com uma série de explosões nas proximidades da ilha dinamarquesa de Bornholm. As investigações internacionais ainda não chegaram a uma conclusão definitiva, mas a teoria de que o ataque foi perpetrado por um pequeno grupo de mergulhadores ucranianos ganhou destaque na imprensa em agosto de 2023.

De acordo com o Wall Street Journal, um time de seis mergulhadores ucranianos, supostamente liderados pelo comandante-chefe das forças ucranianas na época, Valery Zaluzhny, teria planejado e executado o ataque. A história, conforme relatada, menciona que a ideia surgiu entre oficiais ucranianos durante uma noite de bebedeira, e que o grupo partiu em um iate alugado em um porto alemão, equipado apenas com material de mergulho, navegação por satélite e mapas disponíveis ao público.

Fico ironizou a versão durante uma entrevista ao canal russo Rossiya-1: "Lemos que alguns oficiais ucranianos bêbados decidiram que iam explodir [o Nord Stream]. Estou exagerando um pouco, mas imagine que eles zarparam em um pequeno barco até o local onde o gasoduto estava e mergulharam alguns metros com explosivos. Absurdo."

O relatório do WSJ detalhou que o grupo teria colocado explosivos conhecidos como HMX, conectados a detonadores com controle de tempo, nos gasodutos localizados a mais de 80 metros de profundidade.

Moscou, por sua vez, rejeitou essa versão, alegando ser impossível para um grupo tão pequeno executar uma operação dessa magnitude sem o apoio de uma estrutura estatal robusta. O presidente Vladimir Putin reiterou sua crença de que a sabotagem foi realizada por profissionais, com a provável participação dos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, foi ainda mais categórico, afirmando que apenas aqueles que desejam "proteger o regime criminoso de Kiev" acreditariam na história dos mergulhadores. Ele também criticou a falta de transparência na investigação conduzida pela Alemanha, acusando o país de omitir informações solicitadas por Moscou.

Apesar dos pedidos por uma investigação imparcial, como feito pelo chanceler alemão Olaf Scholz, até o momento, as potências ocidentais continuam a ser acusadas pela Rússia de bloquear uma análise aprofundada dos eventos. Fico reforçou essa crítica, afirmando que a União Europeia se recusa a esclarecer quem foi o verdadeiro responsável pela destruição do Nord Stream.

Comentários