O bloco econômico BRICS, originalmente composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, ganhou novos integrantes em 2024, e a expansão continuou em 2025. No dia 6 de janeiro, a Indonésia foi formalmente admitida, elevando para 10 o número de membros do grupo.
Além dos fundadores, o BRICS agora inclui Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, consolidando sua presença em diversas regiões estratégicas do mundo.
O impacto da adesão da Indonésia
A Indonésia, com 281.562.465 habitantes, é a quarta nação mais populosa do mundo e uma potência econômica emergente. Seu PIB nominal é o 16º maior do mundo, enquanto seu PIB por Paridade de Poder de Compra (PPC) ocupa o 8º lugar. A economia indonésia projeta um crescimento médio anual de 5,1% entre 2024 e 2026, segundo o Banco Mundial.
O país também é um grande exportador de petróleo bruto, gás natural, borracha, café, cacau, óleo de palma, açúcar, chá, tabaco, copra e especiarias, recursos que reforçam as bases econômicas do bloco.
Breve história e expansão do BRICS
Formado em 2006, o BRICS começou com Brasil, Rússia, Índia e China, sendo que a África do Sul aderiu em 2011. Em 2024, sob a presidência rotativa da Rússia, o bloco recebeu Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos. Durante a cúpula realizada em outubro de 2024, em Kazan, foram definidos critérios para novos membros e discutidos planos de expansão do Banco Nacional de Desenvolvimento do BRICS.
Novos parceiros estratégicos do BRICS
A lista de parceiros mais recentes do BRICS é diversificada e inclui:
- Belarus: Aliado estratégico da Rússia e localizado no coração da Europa;
- Bolívia: Detentora das maiores reservas de lítio do mundo, com cerca de 23 milhões de toneladas;
- Cazaquistão: O 9º maior país do mundo, com portos no Mar Cáspio e um comércio bilateral com a Rússia que alcança US$ 30 bilhões;
- Cuba: Rica em minerais como níquel e cobalto, além de sua localização estratégica no Caribe;
- Malásia: Um importante centro estratégico para semicondutores, com foco no Plano Nacional de Semicondutores;
- Tailândia: Funciona como um elo entre agrupamentos regionais, incluindo ASEAN e APEC;
- Uganda: Um polo estratégico para comércio e investimentos na África Oriental;
- Uzbequistão: Ativo no Corredor de Transporte Norte-Sul, conectando portos russos ao Irã;
- Nigéria: A maior economia da África, com crescimento do PIB estimado em 3,6% ao ano para 2025-2026, segundo o Banco Mundial.
A ampliação do BRICS reflete um movimento coordenado para consolidar o bloco como um polo econômico e político alternativo no cenário global, desafiando o domínio de instituições tradicionais e ampliando sua esfera de influência em regiões-chave.
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