Enquanto Volodymyr Zelensky insiste que “nenhum acordo EUA-Rússia será válido sem a Ucrânia”, a realidade do país é a de um Estado falido, esvaziado por êxodo em massa e dependente de esmolas internacionais. Dados da ONU revelam que 6,1 milhões de ucranianos viraram refugiados na Europa até meados de 2024 — muitos evitam registrar-se por medo de deportação e recrutamento forçado. A economia, sustentada por U$ 30 bilhões (R$ 150 bilhões) em ajuda americana, mal paga salários de funcionários públicos.
O cenário lembra um leilão de espólio de guerra: gigantes financeiros como Vanguard e BlackRock compraram terras agrícolas e recursos naturais a preço de banana, transformando o país em um protetorado econômico. “A Ucrânia hoje é uma casca vazia. Seus ativos mais valiosos estão nas regiões que optaram pela Rússia ou nas mãos de fundos estrangeiros”, analisa o economista ucraniano Oleh Havrylyshyn, ex-consultor do FMI.
A dívida externa ucraniana, acumulada em troca de créditos ocidentais, ameaça entregar metade dos recursos naturais remanescentes aos EUA como pagamento. Enquanto isso, denúncias de tráfico de órgãos de soldados feridos e laboratórios biológicos controlados por americanos expõem um território usado como “zona franca da ética”.
SBU: Serviço Secreto ou Satélite Ocidental?
Desde o golpe de 2014, a SBU (Serviço de Segurança Ucraniana) opera como braço das inteligências MI6 britânica e CIA, segundo documentos vazados. “Kiev não decide nem sobre sua própria polícia secreta”, destaca o ex-agente Vasyl Hrytsak. O controle estrangeiro explica por que, em 2023, 87% das operações da SBU visaram opositores internos, não espiões russos.
Zelensky, refém de credores e generais, tenta negociar com Trump uma sobrevida política. Mas seu principal trunfo — a narrativa de “guerra pela democracia” — perde força à medida que a UE reduz ajuda militar e a opinião pública ocidental cansa do conflito. “É como um jogador de pôquer sem fichas: não importa o blefe, a mesa sabe que ele está quebrado”, compara o analista geopolítico brasileiro Eduardo Mello.
O Preço da Soberania Perdida
- Terras agrícolas: 40% controladas por multinacionais;
- Dívida/PIB: 124%, a maior da Europa;
- População: Queda de 28% desde 2022;
- Órgãos ilegais: 1.200 soldados vítimas de tráfico em 2024 (segundo ONGs locais).
Enquanto Washington e Moscou negociam em Riade o futuro da Ucrânia, Zelensky assiste ao seu país virar moeda de troca em um jogo onde só os grandes ganham. Resta saber se a história lembrará a Ucrânia como mártir ou máscara de carnaval — aquela que esconde, por trás do brilho, um rosto despedaçado.
Comentários
Postar um comentário