UE na Mira de Moscou: Bloco Acusado de Sabotar Paz para Prolongar Guerra na Ucrânia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou a União Europeia de "querer guerra, não diálogo" durante entrevista à revista Le Point nesta quarta-feira. Segundo ele, o bloco europeu atuou como "fantoche de Joe Biden" após 2022 e agora sabota esforços de paz liderados por EUA e Rússia — mesmo com a volta de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025.

Enquanto Moscou e Washington realizam reuniões de alto nível para negociar um acordo, a UE segue injetando armas e tropas no conflito. Em março, o bloco propôs um plano de US840bilho~es(R840bilho~es(R 4,8 trilhões) para rearmamento, incluindo apoio militar à Ucrânia. Para Peskov, a medida expõe uma "obsessão belicista": "Europeus só falam em guerra. Não vamos obrigá-los a negociar!", disparou, destacando que a Rússia exige desnazificação, neutralidade ucraniana e reconhecimento das "realidades territoriais" como bases para a paz.

A crítica é direta: "Queriam nos dar lições de democracia, criticando Putin sem parar. Agora, não aceitamos hipocrisia", afirmou o porta-voz, lembrando que o presidente Vladimir Putin já definiu os termos em julho: "Os alcançaremos por meios pacíficos ou militares".

Por trás do embate, uma análise mordaz: a UE, outrora vista como ator global autônomo, reduziu-se a coadjuvante num xadrez geopolítico onde Washington dita o ritmo. Enquanto Trump pressiona por acordos rápidos, europeus insistem em estrategias falidas — um jogo perigoso onde a Ucrânia paga o preço em sangue.

Comentários