Na iminência da Black Friday, uma sombra paira sobre a entrega de milhões de pacotes em todo o país. Nesta quarta-feira (22), sindicatos dos Correios, em São Paulo, Bauru (SP), Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão, debatem a possibilidade de uma greve por tempo indeterminado, a iniciar em 23 de novembro. O motivo central, segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), é a não incorporação de 250 reais ao salário base, uma afronta aos trabalhadores que, segundo a nota da federação, contradiz o que foi previamente negociado.
A FINDECT, em comunicado, relata que nos últimos 50 dias buscou incessantemente o diálogo com a direção da empresa para corrigir 26 inconsistências identificadas antes da assinatura do acordo coletivo. No entanto, a resposta da direção, presidida por Fabiano Silva, foi inerte e, por vezes, parecia desconectada da realidade, alinhando-se a uma política prejudicial à categoria.
A greve, se aprovada, abrangerá cerca de 40% do efetivo nacional dos Correios e afetará 60% do fluxo postal do país, de acordo com estimativas da FINDECT. O impasse salarial é um dos pontos cruciais, com os trabalhadores rejeitando a não incorporação dos 250 reais ao salário base, algo que, segundo a entidade, contraria o que foi previamente acordado na mesa de negociação coletiva.
Até o momento, os Correios não se pronunciaram sobre a possível greve e as alegações dos sindicatos.
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