Mobilização na Câmara do DF: Resistência Contra Privatização da Rodoviária Ganha Força

Na efervescente atmosfera da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), uma nova onda de protestos contra o controverso projeto de concessão da Rodoviária do Plano Piloto tomou forma nesta terça-feira (28). Em meio ao plenário, manifestantes, ao lado de servidores da assistência social em greve, ergueram cartazes com mensagens diretas, como "Ibaneis, Brasília não está à venda" e "A rodoviária é do povo".

José Wilson, presidente do PT de Brasília, destacou que o ato representa mais um capítulo da resistência à política de privatização do patrimônio público implementada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). O projeto de concessão, cuja tramitação na Casa surpreende pela velocidade, enfrentou aprovação na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e na Comissão de Assuntos Fundiários (CAF).

O projeto de lei nº 2.260/2021, do Poder Executivo, propõe a privatização da Rodoviária do Plano Piloto por um período extenso de 20 anos. Apesar das tentativas de acelerar o rito, o texto ainda precisa passar por três comissões adicionais: Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU), Comissão de Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A oposição, representada por parlamentares como Gabriel Magno (PT), Jorge Vianna (PSD), Paula Belmonte (Cidadania) e Fábio Félix (PSOL), destaca a oposição ao projeto, argumentando que a privatização da rodoviária, considerada o coração de Brasília, resultaria em encarecimento do transporte e transferência de recursos do público para empresários em busca de lucro.

Max Maciel, presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana, ressalta a importância de barrar mais um projeto de privatização, enfatizando os problemas históricos do transporte público no DF, que ostenta uma das tarifas mais altas do país. Ele alerta que a proposta de concessão por duas décadas demonstra falta de compromisso do governo Ibaneis com o bem-estar da população menos favorecida.

Além da resistência à privatização, o plenário testemunhou apelos relacionados à greve dos servidores da assistência social. O deputado Gabriel Magno solicitou ao governo Ibaneis que abra o diálogo e negocie com a categoria, criticando o encerramento abrupto dos contratos temporários na área.

Fábio Félix (PSOL) reforçou a importância da categoria, composta por psicólogos, pedagogos e agentes sociais, na garantia do acesso a programas sociais para pessoas em situação de vulnerabilidade. A greve, segundo Félix, é um legítimo protesto pelos direitos desses profissionais.

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