Líderes de Cuba e Irã Buscam Formar Coalizão Pró-Palestina em Meio a Sanções dos EUA
Nesta segunda-feira, um marco histórico foi estabelecido com a visita oficial do presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez ao Irã, sendo a primeira de um líder cubano desde a jornada de Fidel Castro em 2001. A reunião com o aiatolá Seyed Ebrahim Raisi resultou em um apelo conjunto pela formação de uma "coalizão de países semelhantes para proteger os direitos do povo palestino".
Em uma coletiva de imprensa reveladora, Raisi enfatizou que este evento marca um "ponto de inflexão histórico" nas relações entre Cuba e Irã. Ambos os líderes expressaram a necessidade de uma colaboração internacional mais estreita para enfrentar as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, destacando sete memorandos de entendimento assinados, abrangendo áreas como ciência, energia, telecomunicações e biotecnologia.
Diante das recentes designações dos dois países como "patrocinadores do terrorismo" pelos EUA, Díaz-Canel e Raisi anunciaram uma estratégia conjunta de "economia de resistência" para combater as "sanções injustas com as quais o imperialismo ataca nossos povos". O presidente cubano afirmou que essa estratégia será um golpe contra a agressão imperialista, reiterando a resiliência diante das pressões.
A proposta de formar uma coligação internacional em apoio à Palestina surge em um momento crítico, dois meses após o início do intenso bombardeio israelense na Faixa de Gaza. Até agora, mais de 15.899 palestinos foram mortos, sendo 70% deles mulheres e crianças, conforme dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza. A retomada dos ataques israelenses em hospitais e a expansão das operações terrestres agravam ainda mais a situação, como confirmado pelo porta-voz do exército israelense, contra-almirante Daniel Hagari.
O presidente iraniano destacou a resistência do povo palestino contra a ocupação israelense, criticando a ineficácia das organizações internacionais em conter o conflito. Raisi afirmou que a máquina de guerra dos Estados Unidos a serviço de Israel persiste, desafiando os apelos de órgãos como a ONU e a Liga Árabe.
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