No palco global da COP28, emerge um coro singular e ancestral, ecoando do coração da África para o mundo. Os descendentes de África, os guardiões naturais da Terra, trazem uma mensagem crucial para a luta contra o aquecimento global. Neste épico ambiental, os quilombolas elevam suas vozes, revelando a conexão profunda entre seus territórios e a preservação do planeta.
A África como Berço da Luta:
A ciência aponta a África como o berço da humanidade, conferindo aos descendentes deste continente um lugar privilegiado na batalha pela sobrevivência do planeta. No epicentro desta resistência está o Brasil, com suas vastas terras, incluindo a Amazônia, onde os descendentes de África desempenham um papel crucial. Neste palco, a voz dos quilombolas ressoa, destacando saberes ancestrais que ecoam os imperativos da preservação e respeito à biodiversidade.
O Cerrado como Bastião da Resistência:
Nos recônditos do Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro, os quilombolas são guardiões incansáveis. Cobrindo 23% do território nacional e considerado a "última fronteira agrícola", o Cerrado enfrenta a voracidade do agronegócio, ameaçando não apenas a região central, mas também os territórios quilombolas. O manejo sábio dos recursos naturais pelos quilombolas se revela fundamental na batalha pela preservação.
Desafios da Transição Energética:
Enquanto a COP28 se prepara para discutir iniciativas e desafios, os quilombolas alertam contra armadilhas na falsa transição energética. A "Guerra do Dendê" no nordeste do Pará é um exemplo vívido, onde o plantio desenfreado de dendezeiros para abastecer termelétricas traz consigo a sombra da destruição, afetando a biodiversidade e as comunidades quilombolas na Amazônia.
Perigos Invisíveis:
A busca incessante pelo lucro desencadeia não apenas danos ambientais, mas uma espiral de violência. Os quilombolas, defensores de seus territórios, enfrentam a crescente ameaça de massacres. Os números alarmantes revelam um aumento de assassinatos em conflitos fundiários, destacando a urgência de proteger essas comunidades. A odisseia sangrenta continua, exigindo a atenção global para conter essa escalada de violência.
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