A Origem da Perseguição: Xenofobia no Palácio do Planalto
A rejeição fervorosa da extrema direita ao nome do ministro Flávio Dino (Justiça) para o Supremo Tribunal Federal (STF) encontra suas raízes em um ato de xenofobia perpetrado por Jair Bolsonaro em 19 de julho de 2019. Em um momento de popularidade em ascensão, o ex-presidente lançou um ataque preconceituoso ao então governador maranhense, rotulando-o pejorativamente como um "paraíba".
Essa atitude desencadeou uma perseguição política e administrativa à gestão de Flávio Dino, ganhando intensidade durante a pandemia de Covid-19. O termo depreciativo "paraíba", frequentemente usado no Rio de Janeiro em relação aos nordestinos, foi o gatilho para o "gabinete do ódio", liderado por Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente.
Escalada do Conflito: Desprezo durante a Pandemia
À medida que Bolsonaro demonstrava desprezo e escárnio em relação às vítimas da Covid-19, o governador maranhense e o Consórcio Nordeste tornaram-se defensores incansáveis do uso de máscaras, compra de vacinas e proteção social. Nas redes bolsonaristas, Dino tornou-se alvo de ataques gordofóbicos e rótulos como "comunista".
O conflito se intensificou nos embates entre Flávio Dino e parlamentares extremistas nas comissões do Congresso, revelando os rastros de ódio iniciados em 2019. Com deboche inteligente, Dino desmontou o esquema de lacração da extrema direita, adotando a perspicácia do estilo "peba na pimenta", inspirado na música de João do Vale, seu conterrâneo maranhense.
O Caminho para o STF: Resiliência e Apoio Parlamentar
Apesar da campanha bolsonarista, Flávio Dino deve ter seu nome aprovado para o STF em 13 de dezembro, contando com o apoio da maioria dos senadores. A data, que coincide com o Dia Nacional do Forró, celebra o nascimento de Luiz Gonzaga, marcando uma vingança democrática em 2023, que teve início com os eventos de 8 de janeiro, tentativa de golpe e terrorismo.
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