O chefe político do Hamas, Ismail Haniyeh, foi assassinado em Teerã, onde participava da cerimônia de posse do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A morte de Haniyeh, que também levou à morte de um de seus guarda-costas, ocorreu após um ataque ao edifício onde ele estava hospedado. O Hamas atribuiu o ataque a Israel.
Em um comunicado, o Hamas expressou pesar pela morte de Haniyeh, descrevendo-o como um “irmão, líder, mártir e Mujahid”. O grupo acusou Israel de perpetrar um “ataque sionista traiçoeiro” contra a residência de Haniyeh em Teerã.
O Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC) do Irã também confirmou a morte, mencionando que a residência de Haniyeh foi atingida por um “projétil guiado aéreo” por volta das 2h da manhã (22h30 GMT de terça-feira), enquanto ele estava em uma residência especial para veteranos militares no norte de Teerã. A causa exata do ataque está sob investigação.
A reação em Israel foi contida, com o governo de Benjamin Netanyahu orientando ministros a não comentarem sobre o incidente. No entanto, o ministro da Herança, Amichai Eliyahu, de extrema-direita, celebrou a morte de Haniyeh nas redes sociais, afirmando que o ocorrido “torna o mundo um pouco melhor”.
A morte de Haniyeh ocorre em um contexto de crescente tensão após a ofensiva de Israel em Gaza, desencadeada após um ataque do Hamas em 7 de outubro, que resultou na morte de 1.200 pessoas e na captura de mais de 200. O conflito já causou a morte de pelo menos 39.400 palestinos e deixou 90.996 feridos.
Haniyeh, que havia deixado a Faixa de Gaza em 2019 e residia no Catar, era visto como um líder moderado e pragmático em comparação com outros líderes do Hamas. Sua morte levanta temores de uma possível escalada do conflito. Além disso, o diretor do Centro de Islamismo e Assuntos Globais da Universidade Zaim de Istambul, Sami al-Arian, alertou sobre as possíveis ramificações do ataque, considerando-o uma “grande escalada”.
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