Julian Assange, o fundador da organização de denunciantes Wikileaks, finalmente alcançou a liberdade depois de uma batalha de 14 anos contra os esforços dos EUA e seus aliados para extraditá-lo. Assange, conhecido por revelar crimes de guerra dos EUA no Iraque e no Afeganistão, passou 12 anos em uma prisão de segurança máxima no Reino Unido e anteriormente sete anos como asilado na embaixada do Equador em Londres.
A saga de Assange começou quando o presidente de esquerda que lhe concedeu asilo perdeu as eleições, sendo sucedido por um presidente de direita que revogou seu asilo. A polícia metropolitana de Londres então o prendeu e o encarcerou em Belmarsh, aguardando extradição para os EUA.
Durante os sete anos em que esteve na embaixada e depois em Belmarsh, seus apoiadores, inicialmente um punhado de jornalistas, familiares e advogados, trabalharam incansavelmente para sua defesa. A mídia dos EUA e do Reino Unido, que se beneficiou das revelações do Wikileaks sobre crimes de guerra dos EUA, muitas vezes mudou de posição ao cobrir seu caso, repetindo acusações falsas de agressão sexual na Suécia.
A pressão internacional cresceu, especialmente na Grã-Bretanha contra sua extradição e nos EUA para que o governo Biden encerrasse o caso. Finalmente, um movimento internacional conseguiu persuadir a administração Biden a oferecer a Assange um acordo: se declarar culpado de um crime de roubo de segredos militares dos EUA, seria libertado com base nos cinco anos já cumpridos em Belmarsh.
Esse acordo foi uma vitória da pressão pública sobre o establishment, que tentou silenciar Assange por revelar verdades inconvenientes. A mídia, que inicialmente apoiou as revelações do Wikileaks, mudou de lado quando Assange se tornou alvo do governo dos EUA.
Assange, enfrentando uma possível sentença de até 175 anos nos EUA, optou por aceitar o acordo para evitar um julgamento injusto em um sistema judicial que rotineiramente pune aqueles que exercem seu direito constitucional a um julgamento justo.
O fundador do Wikileaks, ao aceitar o acordo, não traiu seus colegas jornalistas; ao contrário, ele defendeu bravamente a liberdade de imprensa globalmente. Seu caso destacou como leis como o Ato de Espionagem de 1917 estão sendo distorcidas para perseguir jornalistas e denunciantes em vez de proteger a segurança nacional.
Julian Assange, após mais de uma década de perseguição implacável, pode finalmente voltar para casa na Austrália, um homem livre, graças ao movimento internacional que se uniu em sua defesa.
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