O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma drástica acusação contra Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, chamando-o de ameaça à paz e à estabilidade do país sul-americano. A declaração de Maduro surge após o recente anúncio dos resultados das eleições presidenciais venezuelanas, nas quais ele foi declarado vencedor pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com mais de 51% dos votos, contra 44% obtidos pelo principal oponente, Edmundo Gonzales.
Os resultados, divulgados no último domingo, provocaram protestos nas ruas por parte dos apoiadores de Gonzales, que alegam fraude eleitoral. Na segunda-feira, Musk usou sua plataforma de mídia social, X (anteriormente conhecida como Twitter), para acusar Maduro de “grande fraude eleitoral.”
Em resposta às acusações, Maduro desafiou Musk a um confronto direto durante um discurso televisionado. “As mídias sociais criam uma realidade virtual, e quem controla essa realidade virtual? Nosso novo arquiinimigo, o famoso Elon Musk,” declarou Maduro, enquanto apontava para um celular.
Maduro também acusou Musk de tentar invadir a Venezuela com “seus foguetes e um exército,” embora não tenha fornecido detalhes adicionais sobre a alegação. “Pelo menos você mostrou seu rosto, porque sabíamos que estava por trás de tudo isso,” afirmou Maduro, referindo-se ao bilionário. “Com seu dinheiro, com seus satélites. É a representação da ideologia fascista no mundo.”
O presidente venezuelano desafiou Musk dizendo: “Quer lutar? Vamos fazer isso... Estou pronto. Não tenho medo de você, Elon Musk. Vamos lutar, onde você quiser.”
Em resposta, Musk compartilhou o vídeo do discurso de Maduro no X, com uma legenda em espanhol que traduzida significa “O burro sabe mais do que Maduro.”
Este não é o primeiro confronto de Musk com autoridades estrangeiras. Em abril, o empresário se envolveu em uma disputa com um juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil sobre liberdade de expressão, além de questões relacionadas a contas de extrema direita e desinformação no X.
Maduro, que assumirá um terceiro mandato consecutivo de seis anos, começou seu governo em 2013 após a morte do presidente Hugo Chávez. Em seu discurso de vitória, Maduro zombou da oposição, que, segundo ele, “chora fraude” a cada eleição, e afirmou que sua reeleição trará paz e estabilidade para o país.
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