A Venezuela e o Novo Golpe: Entre a Mídia, Crime Organizado e Ciberataques

Venezuela se vê novamente no epicentro de um complexo golpe, reeditando a trama de 2002, agora com a adição de crime organizado e ataques cibernéticos. O cenário atual apresenta uma tentativa de desestabilização que, além da manipulação midiática e diplomática, inclui ciberataques sofisticados e atividades criminosas coordenadas.

No dia 28 de julho de 2024, Nicolás Maduro foi reeleito com 51,2% dos votos, somando 5.150.092 votos. Seu adversário, Edmundo González, obteve 44,2% dos votos, totalizando 4.445.978 votos. Outros oito líderes da oposição receberam 4,6% dos votos. Esses resultados, fornecidos pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e auditados 16 vezes, são estatisticamente irreversíveis, com 80% dos votos já examinados e auditados. No entanto, os 20% restantes não foram divulgados devido a um maciço ciberataque que comprometeu o sistema eletrônico de transmissão dos resultados.

O Procurador-Geral Tarek William Saab apontou Lester Toledo, Leopoldo López e M. Corina Machado como responsáveis pelo ataque cibernético. Maduro também implicou Elon Musk, acusando-o de ser um fanático de direita com capacidade tecnológica para realizar tais ataques e que já manifestou publicamente seu desprezo pela Venezuela. Musk teria apoiado uma suposta "invasão humanitária" de Venezuela via Colômbia em 2019, e seu interesse por recursos como lítio, petróleo e ouro seria um possível motivo para a sua suposta ação.

Contrariamente ao que ocorre na Venezuela, onde se exige a declaração dos resultados eleitorais no mesmo dia, nos EUA não há legislação constitucional que estipule tal prazo. Historicamente, os resultados eleitorais podem demorar para serem confirmados. Em 2000, George W. Bush venceu Al Gore com uma diferença de 537 votos, e os resultados finais só foram divulgados após 37 dias e uma decisão da Suprema Corte. Em 2021, Biden venceu Trump com 51,3% dos votos, e a certificação dos resultados pelo Colégio Eleitoral levou 33 dias, apesar dos 63 processos judiciais de Trump contestando os resultados.

Atualmente, a direita extrema, nacional e internacional, e ONGs estão exigindo que a Venezuela libere imediatamente os resultados detalhados, insinuando fraude e manipulação. No entanto, na Venezuela, o voto é eletrônico e a trilha de papel serve apenas como uma medida adicional de segurança.

O presidente Maduro solicitou à Suprema Corte venezuelana que resolva qualquer discrepância sobre a votação, de forma semelhante ao que George W. Bush fez em 2020. A oposição, liderada por Machado e seu candidato, Edmundo González, mostrou desde o início sua falta de intenção eleitoral séria. A oposição se recusou a assinar um acordo de respeito aos resultados e rejeição de qualquer violência após as eleições, indicando seu plano de desestabilização. Machado, sob a capa de campanha, pagou bandos de criminosos, conhecidos como “comanditos”, treinados na Colômbia e inseridos na Venezuela disfarçados de migrantes. Esses criminosos, com treinamento e armas, foram pagos até $150 por dia para promover o caos após as eleições.

As imagens de violência e vandalismo, amplamente divulgadas, retratam um grupo minoritário e extremista, enquanto a maioria da população, pacífica e residente, ficou em casa. Esses grupos criminosos atacaram e destruíram propriedades, feriram 77 policiais e membros das forças armadas, e causaram destruição generalizada.

As evidências de crimes foram coletadas, com os criminosos sendo capturados vivos e colaborando com as autoridades. A atual administração, com leis anti-terroristas modernas e uma força policial eficaz, contrastam com a impunidade observada em 2015 e 2017. A resposta ao terrorismo tem sido eficiente e sem mortes, uma grande melhoria em relação ao passado.

A situação atual revela um esforço da direita internacional e da CIA para desestabilizar o governo venezuelano por meio de campanhas de desinformação e tentativas de justificar sanções e intervenções estrangeiras. O passado de Machado, envolvida em golpes e violência de rua, é ignorado pela mídia internacional. O BRICS, considerando a Venezuela um parceiro estratégico, está prestes a acolhê-la como membro pleno, abrindo novas oportunidades de desenvolvimento.

Que a vitória do povo venezuelano seja celebrada e que a paz e a soberania prevaleçam.

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