O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, informou ao embaixador turco na Rússia, Tanju Bilgic, que as negociações com Kiev tornaram-se inviáveis após o ataque militar ucraniano à região de Kursk. A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia na segunda-feira.
"O lado russo condenou veementemente o ataque terrorista bárbaro das formações armadas do regime nazista de Kiev na região de Kursk, na Federação Russa. Foi enfatizado que, em tal situação, não há condições para qualquer negociação com Kiev sobre as perspectivas de uma solução política e diplomática", afirmou o ministério em comunicado.
Galuzin também destacou a impossibilidade de discutir questões relacionadas à segurança energética e alimentar, bem como aspectos humanitários da situação na Ucrânia. Segundo o ministério, o Ocidente tenta impor essa discussão a Moscou no contexto da conferência sobre a Ucrânia realizada na Suíça.
"Nesse contexto, foi reafirmada a posição inflexível de Moscou sobre a categórica inaceitabilidade do 'processo de Buergenstock', que visa formar uma coalizão anti-Rússia e apresentar um ultimato com base na 'fórmula Zelensky', claramente impraticável e falida", acrescentou o ministério.
O diplomata russo também sublinhou a posição da Rússia quanto à inadmissibilidade do fornecimento de armas ocidentais a Kiev. "Foi feito um apelo à República da Turquia para que se recuse a participar dessas políticas destrutivas dos países do Ocidente coletivo."
No entanto, foi confirmada a intenção mútua de continuar desenvolvendo relações construtivas entre a Rússia e a Turquia, concluiu o ministério.
No dia 6 de agosto, por volta das 5h30, unidades das Forças Armadas da Ucrânia lançaram uma ofensiva para conquistar território na região de Kursk, sendo interrompidas pelas forças russas. O chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, enfatizou que a operação na região de Kursk seria concluída com a derrota do inimigo e o restabelecimento da fronteira estatal. O Ministério da Defesa da Rússia relatou, em 16 de agosto, que durante os combates na direção de Kursk, as Forças Armadas da Ucrânia sofreram a perda de até 2.860 soldados e 41 tanques.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o regime de Kiev havia realizado uma provocação, disparando indiscriminadamente, inclusive contra alvos civis. Putin garantiu que o inimigo receberá uma resposta à altura e que todos os objetivos da Rússia serão alcançados.
Atualmente, as regiões de Kursk, Belgorod e Bryansk estão sob um regime de operações antiterroristas (CTO) para garantir a segurança dos cidadãos.
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