Os ataques israelenses em Gaza mataram pelo menos 35 pessoas nas últimas 24 horas, conforme informaram autoridades palestinas. Pausas breves nos combates permitiram que equipes médicas continuassem a campanha de vacinação contra a poliomielite para crianças, enquanto o conflito se agrava na região.
Entre as vítimas, estavam quatro mulheres na cidade de Rafah, no sul, e oito pessoas próximas a um hospital em Gaza City, no norte. Um bombardeio israelense destruiu uma casa perto da rua Omar Al-Mokhtar, matando nove palestinos. Outras mortes ocorreram em ataques em diferentes partes do território.
O exército israelense afirmou ter matado oito combatentes palestinos, incluindo um comandante sênior do Hamas, próximo ao Hospital Al-Ahli, em Gaza City. Entre os mortos, estaria Ahmed Fozi Nazer Muhammad Wadia, apontado como responsável por ataques em Israel no início de outubro. O Hamas ainda não se pronunciou sobre as alegações.
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra avanços na campanha de vacinação contra a poliomielite, que tem como objetivo imunizar mais de 640 mil crianças. A campanha começou após o primeiro caso confirmado da doença em Gaza em 25 anos e ocorre em meio a pausas diárias de oito horas nos confrontos entre Israel e Hamas.
António Guterres, Secretário-Geral da ONU, descreveu as pausas nos combates para a vacinação como um "raio de esperança" em meio ao caos da guerra. "Se é possível proteger as crianças de um vírus mortal, também é possível protegê-las dos horrores da guerra", disse o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.
Apesar dos esforços, áreas fora das pausas humanitárias continuam sofrendo bombardeios constantes, dificultando o acesso das famílias aos centros de vacinação. Com a destruição de casas e a superlotação de abrigos improvisados, a proliferação de doenças é uma preocupação crescente. Desde o início do conflito, 16 dos 36 hospitais de Gaza operam de forma parcial, enfrentando uma alta nos casos de infecções respiratórias e diarreia entre as crianças.
A guerra, que já dura quase 11 meses, devasta o território de Gaza e agrava a crise humanitária para seus 2,3 milhões de habitantes.
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