Israel alveja comandante do Hezbollah em ataque aéreo em Beirute, deixando 12 mortos e 66 feridos

Em uma tentativa de eliminar Ibrahim Aqil, comandante sênior do Hezbollah, Israel lançou um ataque aéreo em uma área residencial ao sul de Beirute, capital do Líbano, nesta sexta-feira. A ação resultou na morte de 12 pessoas e deixou 66 feridos, conforme relatado pelo Ministério da Saúde do Líbano. Embora o exército israelense tenha declarado que Aqil foi "eliminado", o Hezbollah ainda não confirmou sua morte.

Ibrahim Aqil, também conhecido como Tahsin, era uma das principais figuras da Força Radwan, uma unidade de elite do Hezbollah. Procurado pelos Estados Unidos, que ofereciam uma recompensa de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 34 milhões) por informações sobre seu paradeiro, Aqil estava em uma reunião conjunta com um grupo palestino não identificado no momento do ataque, que destruiu dois prédios. O comandante era acusado de envolvimento nos atentados de 1983 à embaixada dos EUA em Beirute e ao quartel dos fuzileiros navais americanos, que resultaram na morte de 63 e 241 pessoas, respectivamente.

Imagens capturadas no local mostravam um cenário de devastação, com pilhas de escombros cobrindo as ruas e carros estacionados. Equipes da Defesa Civil do Líbano trabalharam na busca por sobreviventes em meio à destruição.

Este ataque ocorre dias após um incidente incomum envolvendo o Hezbollah, no qual explosões de pagers e rádios usados pelo grupo causaram a morte de 37 membros e feriram milhares. Esse episódio marcou o segundo ataque de Israel contra um comandante de alto escalão do Hezbollah em menos de dois meses. Em julho, um ataque aéreo israelense matou Fuad Shukr, um dos principais líderes militares do grupo.

A morte de Aqil representaria um novo golpe significativo para o Hezbollah, especialmente após as recentes perdas e a crescente pressão militar de Israel. Aqil, que ocupava o posto de vice-comandante das forças armadas do Hezbollah, desempenhava um papel central na liderança militar da organização. Ele também estava diretamente ligado à tomada de reféns americanos e alemães nos anos 1980, segundo fontes dos EUA.

A tensão entre Israel e o Hezbollah continua a aumentar, com a Força Radwan na linha de frente dos combates entre o grupo libanês e as forças israelenses na fronteira.

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