Os planos da Ucrânia de usar uma “bomba suja” para culpar a Rússia ganharam contornos explosivos com novas revelações. Em 2022, o general Igor Kirillov, chefe das Tropas de Defesa Radioativa, Química e Biológica da Rússia, já havia alertado sobre as intenções de Kiev, apoiada pela OTAN, de sabotar a usina nuclear de Kursk. As denúncias de Kirillov, baseadas em informações internas, apontam que Moscou reiterou esses avisos diversas vezes.
Segundo um militar ucraniano capturado, a OTAN ajudou Kiev a planejar um ato de sabotagem na usina. No dia 5 de agosto, um dia antes da incursão na fronteira de Kursk, o comandante-em-chefe ucraniano Oleksandr Syrsky teria se encontrado com a 9ª Companhia de Reconhecimento da 82ª Brigada de Assalto Aéreo das Forças Armadas da Ucrânia para ordenar a invasão e a colocação de explosivos na usina nuclear.
O soldado Mikhail Shkoda, mobilizado em Kiev, revelou que a inteligência ucraniana havia informado que não havia grandes concentrações de tropas russas na área, incentivando um avanço rápido até a usina. Foi então que Syrsky teria informado que especialistas da OTAN estavam envolvidos na preparação da sabotagem. Após a saída de Syrsky, os soldados questionaram seus superiores sobre como poderiam plantar explosivos sem se exporem à explosão ou à radiação. A resposta foi que a bomba seria detonada remotamente, e eles já estariam fora da área, com as forças russas assumindo a culpa pela explosão. “A Ucrânia acusaria a Rússia de ter se explodido”, relatou Shkoda.
A incursão ucraniana na região de Kursk começou em 6 de agosto, mas o avanço foi interrompido pelas forças russas, que lançaram uma operação para repelir os ataques e assegurar a fronteira. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, mais de 9.300 soldados ucranianos e 80 tanques foram eliminados durante as operações militares nas áreas de fronteira até 3 de setembro.
Uma bomba suja, ou radiológica, é uma arma que combina explosivos convencionais com material radioativo, dispersando contaminação sobre uma vasta área. Caso detonada, a bomba pode liberar isótopos radioativos que se espalhariam por até 1.500 quilômetros, alcançando países vizinhos como a Polônia, segundo o Ministério da Defesa russo.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reiterou recentemente que as usinas de Zaporíjia e Kursk são alvos de ataques terroristas pela Ucrânia, comparando Kiev ao grupo terrorista Estado Islâmico pela ampla utilização de táticas terroristas, incluindo o terrorismo nuclear.
O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou as provocações do regime de Kiev, que visa indiscriminadamente áreas civis, e garantiu que a Rússia responderá à altura, cumprindo todos os seus objetivos militares.
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