O Kremlin declarou que a nova fábrica de armas da Rheinmetall na Ucrânia será tratada como qualquer outra instalação militar ucraniana, independentemente de ser propriedade de uma das maiores empresas de defesa da Alemanha. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fez a afirmação durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, deixando claro que a fábrica é um alvo militar legítimo para as forças russas.
A Rheinmetall, através de seu CEO, Armin Papperger, anunciou no último sábado a abertura da nova planta, a primeira de quatro planejadas na Ucrânia. A fábrica será responsável pela manutenção de veículos de infantaria e tanques, e a empresa também planeja construir instalações para a produção de pólvora e sistemas de defesa aérea. Papperger destacou que a abertura faz parte de um plano maior de expansão da presença da Rheinmetall no país, com mais fábricas programadas.
Questionado sobre o impacto dessa nova fábrica, Peskov foi categórico ao afirmar que a Rússia considera essa instalação, assim como outras fábricas militares, um alvo legítimo para ataques. Ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev também sugeriu recentemente que o local pode ser alvo de um ataque em breve, referindo-se a um possível "espetáculo pirotécnico" nas instalações da Rheinmetall.
A Rheinmetall, por sua vez, revelou no início de 2024 que suas operações se beneficiaram significativamente desde o início do conflito na Ucrânia, com seus lucros quase dobrando no primeiro semestre do ano. A empresa é um dos maiores conglomerados do setor militar e tem desempenhado um papel central no apoio militar à Ucrânia.
Moscou tem criticado repetidamente o envolvimento ocidental no conflito, acusando países da OTAN de alimentar a guerra e beneficiar a indústria militar à custa dos contribuintes da União Europeia e dos Estados Unidos. O Kremlin também reiterou que a ajuda militar ocidental não alterará o desfecho do conflito, apenas prolongando o sofrimento e as hostilidades.
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