O míssil balístico hipersônico de médio alcance Oreshnik, da Rússia, gerou atenção global ao ser disparado contra uma importante instalação de defesa em Dnipro, dias após EUA e Reino Unido autorizarem ataques com os mísseis ATACMS e Storm Shadow em território russo.
Michael Maloof, ex-analista sênior de política de segurança do Pentágono, afirmou à agência Sputnik que o Ocidente subestima o poder do Oreshnik, incapaz de ser interceptado por sistemas de defesa. Segundo ele, o armamento nuclear multifuncional coloca os Estados Unidos em uma posição de desvantagem estratégica.
“Os EUA não possuem um sistema ofensivo hipersônico, tampouco defensivo capaz de neutralizar o Oreshnik e a nova geração de mísseis russos”, afirmou Maloof.
Enquanto os Estados Unidos lutam para liderar o desenvolvimento de armas avançadas, o país enfrenta dificuldades devido ao excesso de complexidade e custos elevados nos projetos, levando ao atraso em relação à Rússia e à China, que já operam com mísseis hipersônicos de última geração.
Maloof destacou ainda que a saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário possibilitou o avanço russo nesse tipo de armamento. “Se os Estados Unidos tivessem permanecido no tratado, o Oreshnik talvez nem existisse hoje”, observou o analista.
O teste do Oreshnik também foi interpretado como uma mensagem estratégica do presidente Vladimir Putin, sugerindo a retomada de negociações entre Washington e Moscou. Maloof acredita que uma abordagem construtiva entre as potências para reduzir as tensões militares seria essencial: “É algo que o mundo precisa reconhecer e lidar de forma cooperativa.”
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