As negociações para a libertação de reféns na Faixa de Gaza estão "muito próximas" de um desfecho que pode ocorrer antes da posse do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, em 20 de janeiro, conforme revelou o assessor de segurança nacional do presidente Joe Biden, Jake Sullivan, à CNN no domingo.
"Estamos muito, muito perto", afirmou Sullivan, embora tenha enfatizado que ainda há obstáculos a superar para concretizar o acordo.
O coordenador da Casa Branca para o Oriente Médio, Brett McGurk, está há uma semana em Doha, onde os detalhes finais do texto do acordo estão sendo ajustados, segundo Sullivan. "Estamos determinados a usar cada dia que temos no cargo para concluir isso", acrescentou.
Sullivan também destacou que Biden recebe atualizações diárias sobre o tema e deverá dialogar em breve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. "De forma alguma estamos deixando isso de lado. Existe a possibilidade de que esse acordo se concretize", completou.
Em 7 de outubro de 2023, durante um ataque do Hamas a assentamentos no sul de Israel, mais de 250 pessoas foram capturadas e levadas para Gaza. Dados israelenses indicam que 98 pessoas ainda estão sob custódia do Hamas, incluindo algumas consideradas mortas. Até agora, 156 reféns foram resgatados ou tiveram seus corpos recuperados, sendo mulheres, crianças e idosos mantidos em cativeiro há mais de 15 meses. Entre os sequestrados, há dois cidadãos com nacionalidade russa.
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