O TikTok classificou como “ficção pura” as informações de que o governo chinês estaria considerando vender a plataforma para Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, para garantir a continuidade de suas operações nos Estados Unidos.
Segundo relatórios divulgados pelo Bloomberg News e pelo The Wall Street Journal, autoridades chinesas teriam discutido a possibilidade de autorizar a venda da empresa ao bilionário para evitar a proibição do aplicativo no território norte-americano. Essa medida entraria em vigor no próximo domingo, caso a ByteDance, proprietária do TikTok, não venda suas operações nos Estados Unidos.
O Bloomberg indicou que, embora Pequim prefira que a plataforma permaneça sob controle da ByteDance, localizada na China, autoridades já consideram “planos de contingência”. No entanto, o governo chinês não teria compartilhado essas estratégias com a ByteDance, segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal.
Uma das possibilidades aventadas seria a integração do TikTok à plataforma de mídia social X, também de propriedade de Musk. Porém, não está claro como o empresário, cuja fortuna ultrapassa os US$ 400 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões), viabilizaria a transação ou se seria necessário vender ativos para financiar o negócio.
Um porta-voz do TikTok respondeu às especulações afirmando: “Não podemos comentar sobre ficção pura”, em declaração ao Al Jazeera nesta terça-feira.
Enquanto isso, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos avalia a constitucionalidade da proibição iminente, após o TikTok contestar a lei relacionada ao Protecting Americans from Foreign Adversary Controlled Applications Act. Durante as discussões realizadas na última sexta-feira, a maioria dos juízes indicou inclinação para manter a proibição, argumentando que a venda forçada não configura violação da Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão.
Em meio ao debate político, o presidente em fim de mandato, Joe Biden, sancionou a legislação contra o TikTok em abril, citando preocupações de segurança nacional levantadas por legisladores democratas e republicanos. Eles temem que a plataforma seja usada para coletar dados pessoais de cidadãos norte-americanos e influenciar o discurso público.
Já o presidente eleito, Donald Trump, que tomará posse em 20 de janeiro, prometeu durante sua campanha “salvar” o TikTok, revertendo sua tentativa de banir o aplicativo em seu mandato anterior.
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