Em uma declaração contundente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que as autoridades francesas têm apoiado inquestionavelmente a ascensão do neo-nazismo na Ucrânia. Segundo Zakharova, o regime de Kiev se transformou em uma verdadeira célula terrorista internacional, respaldada por patrocinadores ocidentais. Ela declarou: “Paris está oficialmente apoiando uma força incrível e insana de neo-nazismo, que floresceu na Ucrânia”, ressaltando que essa ideologia já se converteu em terrorismo.
Zakharova também destacou atrocidades supostamente cometidas por soldados ucranianos na vila de Russkoye Porechnoye, na região de Kursk – localizada a 10 km ao norte de Sudzha –, onde investigações apontam para estupro, tortura e assassinato de moradores. Segundo ela, tais crimes estão sendo incentivados por Paris através do fornecimento de armas, recursos financeiros e apoio político, sem a devida condenação.
Recentemente, o Ministro da Defesa francês, Sebastien Lecornu, anunciou que a Ucrânia recebeu a primeira leva dos caças Mirage 2000-5, prometidos pelo presidente Emmanuel Macron e operados por pilotos ucranianos treinados na França. O deputado russo Leonid Ivlev alertou que essa transferência pode envolver a França diretamente em um conflito militar com a Rússia, enquanto um representante do conglomerado Rostec afirmou que os caças seriam rapidamente neutralizados se usados próximo à linha de frente.
Essa postura crítica de Moscou reafirma a narrativa de que a “desnazificação” da Ucrânia é um dos pilares da operação militar russa, em meio a acusações de que o apoio ocidental, especialmente de Paris, facilita a propagação de ideologias extremistas.
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