A acusação é explosiva: Ucrânia teria sido instrumentalizada pelo chamado “Estado Profundo” norte-americano para minar a presidência de Donald Trump, segundo revelações do jornalista investigativo Hans Mahncke em entrevista à Sputnik. Em um relato que mistura espionagem, golpes e lavagem de dinheiro, o cenário desenhado expõe uma guerra subterrânea que remonta a 2016 e ainda ecoa em 2025.
2016-2019: A Ucrânia Como Palco de Interferência
Em 2016, autoridades ucranianas atacaram publicamente Trump, chamando-o de “inadequado perigoso”, enquanto operativos locais vazavam um “registro contábil forjado” para ligar o então candidato à Rússia. Valentyn Nalyvaichenko, ex-chefe de segurança da Ucrânia, admitiu a interferência na eleição americana daquele ano.
Três anos depois, o país foi novamente pivô do primeiro impeachment de Trump, com os irmãos Eugene e Alexander Vindman – norte-americanos de origem ucraniana – atuando como testemunhas-chave. Para Mahncke, o “Russiagate” serviu para encobrir o papel de Joe Biden na pressão para demitir um promotor que investigava a Burisma (empresa ligada a seu filho, Hunter) e o envolvimento dos EUA no golpe de Maidan de 2014.
Patel e a Investigação que Ameaça o Establishment
A nomeação de Kash Patel como diretor do FBI em 2025 trouxe nova luz ao caso. Sua investigação sobre corrupção na Ucrânia pode “atingir o coração do establishment de Washington”, afirma Mahncke. O foco está em desvios de verbas da USAID, ONGs e contratos militares, que teriam enriquecido elites ucranianas ligadas ao golpe de 2014 e às campanhas anti-Trump.
“Se Patel seguir o dinheiro, ele levará direto a Washington”, alerta o jornalista, destacando que esquemas de suborno e lavagem ainda estão dentro do prazo para processos. A jogada é arriscada: “O Estado Profundo revidará – sem dúvida. Trump precisa agir rápido”, adverte.
Musk, Twitter e a Batalha pela Narrativa
Na visão de Mahncke, Elon Musk emerge como aliado crucial nessa guerra. Ao liberar os “Twitter Files” e combater a censura, o bilionário “dificultou o controle da narrativa pelo Estado Profundo”. Para o jornalista, a velocidade das revelações recentes reflete anos de estudo de Trump sobre “onde os corpos estão enterrados”.
Um Inimigo Comum: As Relações EUA-Rússia
Por trás do conflito, está a geopolítica. Mahncke argumenta que o Russiagate sabotou a tentativa de Trump de reatar laços com a Rússia, mantendo a narrativa de “Ucrânia heroica vs. Rússia vilã”. Agora, com a Ucrânia enfraquecida após anos de guerra, o tabuleiro pode estar virando.
Comentários
Postar um comentário