Arquivos Explosivos do JFK Viram Caça ao Tesouro Histórico nos EUA

A administração de Donald Trump liberou nesta terça-feira milhares de documentos até então sigilosos sobre o assassinato de John F. Kennedy (JFK) em 1963, reacendendo um dos maiores mistérios da história norte-americana. Os arquivos, disponíveis no site do National Archives, somam cerca de 63 mil páginas em lotes iniciais, com mais registros sendo digitalizados. A expectativa é que historiadores e detetives digitais mergulhem por meses nesse oceano de informações em busca de respostas — ou novas perguntas.

A divulgação segue uma ordem executiva assinada por Trump em janeiro, que exigia a liberação total dos registros sobre o assassinato de JFK, seu irmão Robert F. Kennedy e o ícone dos direitos civis Martin Luther King Jr. O Office of the Director of National Intelligence, liderado por Tulsi Gabbard, confirmou que aproximadamente 80 mil páginas foram desclassificadas.

Apesar do frenesi, análises preliminares de especialistas não apontam desvios da narrativa oficial: Lee Harvey Oswald, ex-fuzileiro naval, teria agido sozinho no atentado de Dallas em 22 de novembro de 1963. Porém, o ceticismo público persiste. Uma pesquisa Gallup de 2023 revelou que 65% dos americanos rejeitam as conclusões da Comissão Warren, que inocentou o governo na época. 20% acreditam em uma conspiração envolvendo o Estado, e 16% suspeitam do CIA.

A transparência, porém, tem limites. Na gestão Trump, agências como FBI e CIA conseguiram adiar a divulgação de registros "sensíveis", alegando riscos à segurança nacional. Já o governo Joe Biden liberou parte dos documentos em 2022, mas mais de 99% dos 320 mil registros previstos na Lei de Registros do JFK (1992) já estavam públicos antes desta terça.

Para teóricos da conspiração, a novidade está nos 1% restantes — uma caixa-preta que pode esconder desde detalhes operacionais até operações de inteligência obscuras. Enquanto isso, o National Archives mantém a postura: "Todos os documentos anteriormente retidos foram liberados". Resta saber se a verdade, ou suas sombras, virão à tona.

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