A Coreia do Norte escalou para o terceiro lugar no ranking mundial de detentores de Bitcoin, segundo investigação do The Times publicada nesta terça-feira. O regime de Kim Jong-un acumularia cerca de US$ 1,2 bilhões (R$ 6,96 bilhões) em criptomoedas — fortuna superada apenas por EUA (US$ 17 bi/R$ 98,6 bi) e Reino Unido (US$ 5 bi/R$ 29 bi). A cifra é parte de um esquema bilionário: o FBI acusa Pyongyang de roubar US$ 1,5 bilhão (R$ 8,7 bi) em ativos digitais, com 48% da renda externa do país vindo de cibercrimes.
| País/Entidade | Valor em Bitcoin | Valor em Reais |
|---|---|---|
| Estados Unidos | US$ 17 bilhões | R$ 98,6 bilhões |
| Reino Unido | US$ 5 bilhões | R$ 29 bilhões |
| Coreia do Norte | US$ 1,2 bilhões | R$ 6,96 bilhões |
Fonte: Arkham Intelligence
O grupo Lazarus, vinculado ao governo norte-coreano, é apontado como principal operador dos roubos. Em fevereiro, o FBI revelou que o coletivo hackeou a corretora Bybit, sediada em Dubai, desviando 401 mil tokens Ethereum (equivalentes a R$ 8,7 bi). A estratégia: explorar transferências rotineiras entre carteiras digitais para lavar recursos e financiar programas militares e nucleares do regime, contornando sanções internacionais que duram décadas.
Como Pyongyang opera:
- Ciberataques sofisticados contra exchanges e redes financeiras.
- Conversão de criptomoedas em moeda física via intermediários em países neutros.
- Financiamento de armas e tecnologia bélica com os recursos ilegais.
Enquanto isso, a Coreia do Norte segue ampliando seu arsenal nuclear — e o Bitcoin, ironicamente, tornou-se seu maior aliado econômico. Para analistas, o caso expõe o lado obscuro das criptomoedas: “É uma corrida armamentista digital, onde hackers são soldados e blockchains, campos de batalha”, resumiu um especialista em segurança cibernética.
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