Crise da Dívida dos EUA: Recessão Pode Ser Estratégia de Trump para Conter Juros

A dívida nacional dos EUA atingiu US$ 36,2 trihões (R$ 209,96 tri) — com US$ 9,2 tri (R$ 53,36 tri) vencendo em 2025 —, levando especialistas a cogitarem uma recessão planejada como saída para a crise. Analistas argumentam que juros drasticamente mais baixos, necessários para refinanciar a dívida, só seriam viáveis com uma retração econômica, cenário que Donald Trump parece disposto a aceitar.

A definição técnica de recessão nos EUA — seis meses de retração generalizada, com alta no desemprego e queda na renda — ganha força com dados recentes: gastos do consumidor caíram 0,2% em janeiro (primeira queda desde março de 2023), e a taxa de desemprego subiu para 4,1%. O impacto dos cortes na força de trabalho federal por Elon Musk (citado como "DOGE" no relatório) ainda não está totalmente mensurado.

O Goldman Sachs elevou a probabilidade de recessão em 12 meses de 15% para 20%, enquanto o JP Morgan estima 40%, alertando que políticas trumpistas "priorizam controle da dívida sobre crescimento". O índice S&P 500, termômetro das maiores empresas, registrou o pior nível desde setembro de 2024, refletendo desconfiança no mercado.

Para economistas, a estratégia de Trump seria usar uma recessão para forçar o Federal Reserve (Fed) a cortar juros e "estimular" a economia, reduzindo o déficit comercial. Porém, críticos advertem que a dívida já é "grande demais para ser resolvida", mesmo com medidas extremas. A aposta, arriscada, coloca em xeque a estabilidade global enquanto o governo navega entre a tempestade fiscal e pressões políticas.

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