Elon Musk entrou no centro do debate sobre justiça racial nos EUA ao apoiar publicamente um apelo por clemência a Derek Chauvin, ex-policial condenado pelo assassinato de George Floyd em 2020. Na terça-feira, o conselheiro sênior do presidente Donald Trump republicou em seu perfil no X um vídeo do comentarista conservador Ben Shapiro, que pede a Trump que perdoe Chauvin. "Algo a se refletir", escreveu Musk, em meio a críticas de que a postura mina conquistas do movimento Black Lives Matter (BLM).
Chauvin cumpre atualmente duas penas: 21 anos por violação de direitos civis (sentença federal) e 22 anos por homicídio de segundo grau (estadual). O caso, registrado em vídeo que viralizou globalmente, mostrava o policial pressionando o joelho contra o pescoço de Floyd por mais de 9 minutos – episódio que desencadeou protestos históricos contra a brutalidade policial.
Shapiro, fervoroso defensor da causa, lançou uma petição alegando "injustiça no julgamento". Em carta pública, argumentou que o júri em Minnesota teria sido coagido pelo "clima de pressão política" do BLM a condenar Chauvin independentemente das provas. Citou o laudo toxicológico de Floyd – que indicava fentanila no organismo e uma cardiopatia pré-existente – e afirmou que o joelho de Chauvin estava nas "costas ou ombros", não no pescoço.
Keith Ellison, procurador-geral de Minnesota, rebateu: mesmo com um perdão federal, Chauvin continuaria preso pela condenação estadual, com liberdade prevista apenas para 10 de dezembro de 2035. O ex-policial sobreviveu a um ataque em novembro de 2023, quando foi esfaqueado 22 vezes por outro detento em uma prisão do Arizona. O agressor alegou motivação simbólica: escolheu a Black Friday como referência ao movimento BLM.
A postura de Musk reacendeu discussões sobre o legado da era Trump na política racial americana. Para Shapiro, o caso Chauvin seria "o marco definitivo do movimento woke" – retórica que ecoa entre setores conservadores que buscam reescrever narrativas sobre violência policial.
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