Hungria Acusa Ucrânia de Ameaçar Soberania com Ataque a Oleoduto Estratégico

A Hungria elevou o tom contra a Ucrânia após um ataque de drones a uma estação de medição do oleoduto Druzhba, crucial para o abastecimento de petróleo russo ao país. O ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, classificou a ação como "inaceitável", alertando que interrupções no fluxo do combustível tornariam "fisicamente impossível" o fornecimento à Hungria e à Eslováquia.

Em vídeo publicado no Facebook, Szijjarto destacou que a infraestrutura energética é "questão de soberania", exigindo respeito internacional. O ataque, parte de uma ofensiva noturna que incluiu 340 drones contra a Rússia, danificou instalações na Região de Bryansk, sem feridos. Em Moscou, entretanto, destroços de aeronaves abatidas mataram três civis e feriram mais de 20.

O chanceler húngaro revelou ter recebido garantias de autoridades russas de que o fluxo de petróleo será retomado em 24 horas. No entanto, criticou a União Europeia por falhar em proteger a infraestrutura, lembrando que "já é a enésima vez" que promessas de Bruxelas são violadas.

O incidente ocorre em meio a tensões geopolíticas crescentes. Enquanto a Ucrânia intensifica ataques a alvos estratégicos russos — justificando-os como resposta à invasão —, a Hungria, membro da OTAN, posiciona-se como voz dissonante no bloco, priorizando interesses energéticos sobre alinhamentos militares. A crise expõe fraturas na coesão europeia, onde segurança coletiva e soberania nacional colidem em meio a uma guerra sem fim à vista.

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