O governo iraniano respondeu à carta de Donald Trump sobre negociações nucleares por meio de canal diplomático em Omã, mantendo a política de evitar diálogos diretos sob pressão, informou a agência estatal IRNA nesta quinta-feira (12). O chanceler Abbas Araghchi afirmou que a resposta detalha a posição do Irã, mas reafirma abertura a "negociações indiretas" – uma referência ao histórico de mediações via terceiros países.
A carta de Trump, entregue em 12 de março de 2025 pelo diplomata dos Emirados Árabes Anwar Gargash, surge em meio à nova onda de sanções dos EUA contra o Irã. O conteúdo da mensagem não foi divulgado, mas analistas especulam que o presidente americano busca reativar um acordo nuclear após retirar os EUA do pacto de 2015 em 2018. Desde então, o Irã acumulou material fissionável para múltiplas bombas, segundo a AIEA, embora insista que seu programa é civil.
O Jogo de Xadrez Geopolítico:
- Posição iraniana: Kamal Kharrazi, assessor do líder supremo Ali Khamenei, declarou que o Irã "não fechou todas as portas" para negociações, desde que sejam indiretas e avaliem condições mútuas.
- Pressão máxima de Trump: A estratégia de sanções e ameaças militares não convenceu o Irã a sentar à mesa diretamente, replicando o impasse dos últimos anos.
- Omã como mediador: O país, que já intermediou diálogos secretos em 2013, volta a ser peça-chave para evitar um colapso total nas relações.
A resposta de Teerã, segundo Araghchi, "não altera o status quo", mas mantém uma janela aberta para evitar escaladas. Enquanto isso, a AIEA monitora estoques de urânio enriquecido que, em teoria, permitiriam ao Irã construir armas nucleares em 3 semanas – cenário que o país nega buscar.
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