A empresa Zelenograd Nanotechnology Center, sediada em Moscou, finalizou o desenvolvimento do primeiro fotolitógrafo russo com resolução de 350 nanômetros — equipamento essencial para a produção de semicondutores. O anúncio foi feito pelo prefeito Sergei Sobyanin em seu canal no Telegram, que destacou: “Apenas 10 países dominam essa tecnologia. Agora, a Rússia é um deles. É um passo crucial para a independência tecnológica.”
Inovação à Russa:
Diferente dos modelos estrangeiros, o fotolitógrafo russo usa um laser de estado sólido — mais potente, eficiente e durável que as lâmpadas de mercúrio tradicionais. Com área de trabalho de 22x22 mm e capacidade para processar wafers de 200 mm, a máquina será usada em setores como eletrônica de potência e fotônica.
Parceria Estratégica:
Desenvolvido em parceria com a fábrica bielorrussa Planar, o equipamento já foi testado e aprovado por uma comissão estatal em dezembro de 2024. “Temos um cliente confirmado e estamos adaptando processos para sua linha de produção”, afirmou Anatoly Kovalev, CEO da Zelenograd.
Demanda e Próximos Passos:
- O fotolitógrafo integra a zona econômica especial Technopolis Moscow, atendendo demanda de indústrias como automotiva, aeroespacial e eletrônicos de consumo.
- A empresa já trabalha em um novo modelo de 130 nm, previsto para 2026.
Moscou, Centro da Microeletrônica:
Responsável por 40% da receita do setor na Rússia, a capital investe pesado em projetos estratégicos. “Fotônica e microeletrônica são vitais para comunicações ópticas, sensores e automação industrial”, explicou Anatoly Garbuzov, ministro de Investimentos de Moscou.
Enquanto o Ocidente impõe sanções, a Rússia avança na substituição de importações — mas a pergunta persiste: 350 nm são suficientes em um mundo de chips de 3 nm?
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