Rússia Intercepta 337 Drones Ucranianos em Ataque Noturno Sem Precedentes

A maior ofensiva noturna de drones da Ucrânia contra a Rússia terminou com 337 aeronaves interceptadas, segundo o Ministério da Defesa russo. O ataque, focado em Moscou e na Região de Kursk, deixou um morto e mais de uma dezena de feridos — incluindo uma criança de quatro anos —, expondo a escalada de uma guerra que já dura dois anos.

Na madrugada de terça-feira, as defesas aéreas russas abateram 126 drones em Kursk, zona fronteiriça fortificada, e 91 nos arredores da capital, onde um veículo não tripulado atingiu o estacionamento de uma fábrica alimentícia em Domodedovo, matando um vigia de 38 anos. O prefeito Sergey Sobyanin classificou a ação como "o maior ataque ucraniano já registrado", com 74 drones destruídos apenas no perímetro urbano.

Enquanto a Ucrânia defende o uso de drones kamikaze de baixo custo como estratégia eficaz para atingir território inimigo, a Rússia acusa Kiev de "táticas terroristas" — motivo pelo qual o Comitê Investigativo russo abriu processo por terrorismo. O conflito de narrativas reflete a estagnação nas frentes de batalha, onde Moscou alega estar minando a logística militar adversária com ataques a infraestrutura energética.

Em meio à crise, o presidente Vladimir Zelensky propôs uma trégua aérea limitada, condicionando a suspensão de drones de longo alcance ao fim dos bombardeios russos. A Rússia, porém, rejeita acordos parciais, argumentando que qualquer pausa seria usada pela Ucrânia para reorganizar suas tropas. A pressão internacional cresce: Donald Trump, em campanha eleitoral nos EUA, critica Kiev por "sabotar" suas tentativas de mediação e exige resolução rápida do conflito.

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