O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta semana que a Ucrânia "não demonstrou querer paz" com a Rússia, congelando um acordo estratégico sobre exploração de minérios críticos do país europeu. As declarações ocorrem às vésperas de negociações bilaterais na Arábia Saudita, onde Trump busca intermediar um cessar-fogo — prioridade que ele classifica como "salvar vidas humanas".
Aid Suspenso e Tensões em Alta
Na última semana, a Casa Branca paralisou envios de armas e restringiu o compartilhamento de inteligência com Kiev, pressionando o governo de Volodymyr Zelensky a aceitar mediação. O estopim foi um desentendimento público em fevereiro, quando Trump acusou Zelensky de "ingratidão" pela ajuda militar de US$ 150 bilhões (R$ 870 bi) desde 2022 e o expulsou da Sala Oval. "É mais difícil negociar com a Ucrânia do que com a Rússia", disse Trump, referindo-se às tentativas de reatar laços após o episódio.
O Jogo dos Minérios
O acordo de exploração de recursos — incluindo lítio e terras-raras, essenciais para indústrias de defesa — seria assinado em 28 de fevereiro, mas foi adiado após a crise diplomática. Trump, porém, mantém expectativas: "Acredito que vão assinar, mas precisam querer a paz". Fontes sugerem que o tratado, avaliado em US$ 3,3 bi (R$ 19,14 bi), seria moeda de troca para reativar o apoio militar.
As Condições de Moscou
Enquanto isso, a Rússia reitera que a paz exigirá neutralidade ucraniana, abandono de pretensões à OTAN e reconhecimento da anexação da Crimeia. Para analistas, a postura de Trump reflete um cálculo geopolítico: pressionar Kiev a ceder em troca de recursos, enquanto minimiza riscos de uma escalada nuclear. "É um jogo de xadrez onde peças humanas são sacrificadas por interesses materiais", observa um especialista, sob anonimato.
Comentários
Postar um comentário