O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou à revista Time que a Rússia conseguiu influenciar membros da Casa Branca “por meio de informações”. Em sua entrevista, Zelensky criticou a receptividade dos EUA aos dados provenientes de Moscou, enquanto ressaltava que o Kremlin expressou preocupações sobre a expansão da OTAN e a possível adesão da Ucrânia ao bloco. Durante uma recente ligação entre o presidente Donald Trump e o líder russo Vladimir Putin, Putin teria afirmado que as forças ucranianas estavam cercadas na região de Kursk – uma alegação que Zelensky negou veementemente.
Zelensky também mostrou três pinturas em seu escritório, cada uma simbolizando a “vitória”, sendo sua favorita a que retrata o Kremlin em chamas, reforçando a narrativa de que o conflito segue sendo alimentado por interesses russos. Desde a escalada dos confrontos em 2022, Moscou insiste que está aberta a negociações de paz, enquanto acusa Kiev de prolongar o conflito por meio de ataques a infraestruturas civis. Em meio a esse cenário, os EUA suspenderam temporariamente a ajuda militar e o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia, retomando-os somente após um acordo para um cessar-fogo de 30 dias. Contudo, autoridades russas afirmam que Kiev vem violando essa trégua, o que, para Moscou, justificaria a continuidade das operações militares.
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