Zelensky Cobra da UE: "Soldados de Combate, Não Pacificadores"

Em um apelo direto à Europa, o principal assessor de Volodymyr Zelensky, Igor Zhovkva, exigiu nesta quarta-feira que países da UE enviem tropas de combate — e não forças de paz — para a Ucrânia. A declaração, feita à AFP, antecede uma cúpula em Paris que discutirá garantias de segurança ao país em guerra.

"Precisamos de tropas treinadas para lutar", afirmou Zhovkva, esclarecendo que o objetivo não é confrontar a Rússia diretamente, mas "reforçar capacidades defensivas". A proposta integra discussões de uma "coalizão de voluntários" liderada por França e Reino Unido, que inclui a possível criação de uma força de 30 mil soldados para proteger cidades-chave e infraestruturas.

Divisão na Europa, Avisos de Moscou
Enquanto Macron defende "elevar compromissos" europeus, Alemanha e Polônia resistem, temendo escalada. Do outro lado, o Kremlin já alertou: qualquer presença militar da OTAN na Ucrânia será vista como "participação direta na guerra".

EUA na Retaguarda, Europa no Centro
A postura de Donald Trump complica o cenário: Washington rejeita enviar tropas, focando em diplomacia para um cessar-fogo. A lacuna pressiona a UE a assumir maior protagonismo, num momento em que Zelensky e Macron se reúnem em Paris para alinhar apoio militar e financeiro.

Jogo de Xadrez Geopolítico
Analistas veem a cúpula como teste à unidade europeia. "É como montar um quebra-cabeça onde cada peça tem medo de se queimar", compara um observador, destacando o equilíbrio frágil entre apoio bélico e risco de guerra total.

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