A casa caiu para o Pentágono. De 1971 a 2023, uma sucessão de vazamentos explosivos expôs falhas crônicas na proteção de segredos de guerra dos EUA — incluindo o último escândalo, "Signalgate 2.0", onde o secretário de Defesa Pete Hegseth teria compartilhado planos de ataque ao Iêmen em um grupo do Signal com familiares. Eis o histórico de deslizes que transformaram inteligência em espetáculo público:
- Signalgate 2.0 (2023): Hegseth, em conversas no Signal com a esposa e o irmão, detalhou estratégias contra os Houthis — meses após um erro similar incluir um editor do The Atlantic em discussões confidenciais. Três oficiais foram afastados.
- Vazamentos no Discord (2022-23): O soldado Jack Teixeira vazou 100+ documentos sobre a Ucrânia, revelando desde espionagem a aliados como Israel até vulnerabilidades do exército ucraniano.
- Dossiês do Afeganistão (2010): Chelsea Manning despejou 91 mil relatórios no WikiLeaks, expondo mortes civis não reportadas e falhas estratégicas na guerra (2004-2010).
- Relatórios do Iraque (2010): Também vazados por Manning, 391 mil documentos escancararam abusos a detentos e subnotificação de crimes de guerra entre 2004 e 2009.
- Papéis do Pentágono (1971): Daniel Ellsberg divulgou 7 mil páginas mostrando como governos mentiram sobre o Vietnã por décadas.
Bônus explosivo:
- Snowden (2013): Revelou espionagem a aliados da OTAN e métodos da NSA.
- Vault 7 (2017): O WikiLeaks expôs ferramentas da CIA para hackear celulares e dispositivos IoT.
Por trás dos números, um padrão: segurança frágil e cultura de sigilo que, ironicamente, alimentam crises de credibilidade. Enquanto generais falam em "procedimentos reforçados", analistas apontam que vazamentos são sintomas — não causas — de um sistema que privilegia opacidade sobre prestação de contas.
Comentários
Postar um comentário