Em uma reveladora reportagem do The New York Times, emergem preocupações sobre a censura de posts que denunciam o genocídio do povo palestino no Instagram e no Facebook. A matéria destaca que as redes sociais, pertencentes à Meta, estão silenciando jornalistas e veículos de comunicação que procuram trazer à tona a realidade do conflito em Gaza.
Um número expressivo de apoiadores palestinos alega que suas publicações foram suprimidas ou removidas, mesmo quando estas não violavam as regras das plataformas. A Meta justificou algumas dessas ações alegando um erro acidental em seus sistemas, que resultou na ocultação de mensagens de apoio aos civis palestinos, frequentemente vítimas de ataques aéreos israelenses.
Aya Omar, engenheira de inteligência artificial, ressaltou que não conseguia mais acessar contas de mídia palestina que ela seguia regularmente, indicando que as redes sociais proporcionavam uma visão limitada dos eventos ocorridos em Gaza.
A hashtag #Zionistigram, associada a postagens críticas à supressão de conteúdo pró-palestino, também desapareceu temporariamente das pesquisas. Muitos apoiadores palestinos migraram para outras plataformas, como o LinkedIn, para divulgar suas mensagens, enquanto criticavam as políticas de moderação da Meta.
A empresa reconheceu que, devido ao alto volume de conteúdo relatado, erros podem ocorrer, resultando na remoção equivocada de postagens que estão em conformidade com suas políticas. A Meta se compromete a aprimorar seus procedimentos, especialmente durante crises globais, garantindo que as vozes de todas as partes sejam ouvidas.
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