Seca extrema no Amazonas: Alckmin anuncia medidas emergenciais, mas especialistas alertam para agravamento das mudanças climáticas

Em uma visita a Manaus (AM) nesta quarta-feira (4), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou uma série de medidas emergenciais para socorrer a população do estado, que sofre com os efeitos da seca extrema nas bacias dos rios Solimões e Madeira.

Com o transporte fluvial impossibilitado pela baixa vazão dos rios, cerca de 200 mil amazonenses têm dificuldade para conseguir água potável e alimentos, e o número pode aumentar para 500 mil nos próximos meses.

Entre as iniciativas do governo federal, estão a realização de duas obras de dragagem, uma no Rio Solimões e outra no Rio Madeira, para recuperar a capacidade de navegação de ambos. A primeira terá oito quilômetros de extensão, com duração de 30 dias e custo de R$ 38 milhões. A segunda, de 12 quilômetros, terá duração de 45 dias e custo de R$ 100 milhões.

Também serão antecipados o pagamento do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) para o dia 19 de outubro, e o seguro defeso para os pescadores, que começaria em 15 de novembro. Além disso, 540 profissionais do programa Mais Médicos serão enviados para o Amazonas, somando-se aos 240 que já atuam no estado.

O desmatamento na Amazônia é um dos principais fatores que contribuem para o aquecimento global, o que, por sua vez, está levando a eventos climáticos extremos, como a seca no Amazonas.

Para evitar que a situação no Amazonas se agrave ainda mais, é necessário que o governo federal e a sociedade civil se empenhem em reduzir o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa.

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