Na véspera do espetáculo carnavalesco na Sapucaí, uma edição extraordinária do Diário Oficial do estado do Rio de Janeiro revelou movimentações financeiras que suscitam questionamentos sobre a gestão de recursos públicos destinados ao Carnaval.
O governo estadual, por meio do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, justificou a liberação de R$ 3,2 milhões para a Fundação Anita Mantuano de Artes (Funarj) como uma medida de "descentralização" de crédito orçamentário para "ações culturais promocionais" inseridas nos eventos carnavalescos.
Traduzindo a linguagem burocrática, o aporte financeiro foi destinado à Funarj para investir, especialmente nos camarotes oficiais do governo na avenida. A urgência da operação fica evidente, considerando a proximidade dos desfiles.
A Funarj, responsável pela promoção cultural e administração de diversos espaços culturais, foi encarregada pelo subsecretário de Eventos e Ações Promocionais, Rodrigo Castro, de assumir a preparação e os custos dos espaços oficiais do governo no Sambódromo.
Contudo, o subsecretário estadual de Planejamento e Orçamento, Rafael Ventura Abreu, responsável pelas finanças, negou, no mesmo dia, os R$ 3,2 milhões solicitados pelo presidente da Funarj, Jackson Emerick, para os gastos relacionados ao Carnaval.
A controvérsia ganha destaque na capacidade da Casa Civil de remanejar recursos de última hora, sem uma prestação de contas clara. Até o momento desta publicação, não há registro de quanto dos R$ 3,2 milhões foram efetivamente utilizados nos camarotes. O governo do estado, questionado sobre o assunto dois dias atrás, optou por não fornecer informações até o presente momento.
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