O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação em relação ao conflito na Faixa de Gaza, destacando que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está, segundo suas palavras, "praticando um genocídio". Em uma entrevista à RedeTV!, Lula condenou veementemente as ações das forças israelenses contra os palestinos, ressaltando a gravidade histórica da situação.
Lula, ao recordar sua visita a Israel em março de 2010, quando foi o primeiro presidente brasileiro a fazê-lo, sublinhou a importância de separar as ações de um governo das atitudes de um povo. Ele compartilhou suas experiências ao se reunir com famílias afetadas pela crise, inclusive aquelas que tiveram familiares sequestrados, destacando sua abordagem humanitária na época.
"Eu fui o primeiro presidente da República a visitar o Estado de Israel, quando ninguém visitava. Eu fiz muitas reuniões com o povo judeu. Nesta crise, eu fiz reuniões com famílias que tiveram familiares sequestrados e falei com líderes de países da região nos esforços de libertação dos reféns. Nunca misturo a atitude de um povo com as ações de um governante", afirmou Lula.
Além das considerações sobre o conflito no Oriente Médio, Lula também aproveitou a entrevista para abordar a necessidade de uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU). Ele enfatizou que a ONU perdeu suas referências e defendeu uma mudança na geopolítica estabelecida em 1945. O presidente argumentou que países fora da Europa devem ter uma representatividade maior na ONU, uma questão que recentemente foi discutida em uma reunião do G20 no Rio de Janeiro, sugerida pelo Brasil, que atualmente preside o grupo.
Na entrevista, o presidente Lula também defendeu que países de fora da Europa tenham mais representatividade na Organização das Nações Unidas. “A ONU perdeu referências. Os países grandes fazem o que quer. Não tem explicação ficar com a mesma geopolítica de 1945”.
Recentemente, a reforma de organismos multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), foi tema de uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países membros do G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, no Rio de Janeiro.
O tema foi sugerido pelo Brasil, como país que preside o grupo temporariamente até 30 de novembro deste ano. O evento foi uma prévia da reunião da cúpula do G20, que será em 18 e 19 de novembro, também no Rio de Janeiro, com a participação dos chefes de estado dos países.
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