MPF Investiga Possível Ligação de Ex-Diretor da PRF com Empresa Alvo de Denúncia por Fraude

O Ministério Público Federal (MPF) está empenhado em investigar uma potencial relação entre Silvinei Vasques, ex-diretor geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo de Jair Bolsonaro, e a empresa Combat Armor. Esta última, durante a gestão de Vasques, obteve contratos milionários para a blindagem de veículos. A investigação foca em determinar se Vasques é um sócio oculto da Combat Armor.

Silvinei Vasques, juntamente com outros quatro servidores da PRF, o ex-CEO da Combat Armor e outras pessoas envolvidas, foram denunciados pelo MPF por fraude em licitação. Eduardo Benones, procurador da República encarregado do caso, alega que o edital e a condução do processo licitatório favoreceram indevidamente a Combat Armor, minando a competitividade.

A suspeita inicial surgiu durante a CPI do 8 de Janeiro, conduzida no Congresso em 2023. Na ocasião, diversos indícios levantaram questionamentos, incluindo o fato de a Combat Armor compartilhar o mesmo endereço de uma empresa associada a Silvinei em Santa Catarina. Ambas as empresas também seriam assistidas pelo mesmo contador.

Benones observou que essas coincidências merecem atenção especial e estão sob escrutínio, embora não tenham sido incluídas na denúncia inicial da Operação Megatherium.

O procurador planeja aprofundar as investigações por meio da análise das quebras de sigilo fiscal e bancário de Silvinei Vasques, atualmente em curso. Ele espera que essa medida esclareça se houve a prática de outros crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro.

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