O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através da Força-tarefa Marielle Franco e Anderson Gomes, apresentou suas alegações finais no processo contra o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, solicitando que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri pelas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em março de 2018.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, os promotores Eduardo Morais Martins e Mario Jessen Lavareda, responsáveis pelas conclusões do parecer, requerem não apenas o julgamento de Suel, mas também sua pronúncia por homicídio duplamente qualificado contra Marielle e Anderson, além de uma tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Fernanda Chaves, assessora da vereadora, presente no mesmo veículo no momento do crime.
Além dessas acusações, os promotores solicitam que Suel seja julgado por receptação relacionada ao veículo Cobalt utilizado no crime, e que sua prisão preventiva seja mantida em um presídio federal de segurança máxima.
Suel foi detido em 24 de julho do ano anterior, durante a Operação Élpis, conduzida pela Polícia Federal e o MPRJ, sendo esta a primeira operação realizada após a PF assumir as investigações no início de 2023.
O ex-bombeiro já possui antecedentes criminais, tendo sido condenado em 2021 a 4 anos de prisão por obstrução das investigações, cumprindo atualmente pena em regime aberto. Anteriormente, em 2020, ele havia sido preso na Operação Submersos II.
Segundo a investigação do MPRJ, Suel e o ex-policial militar Ronnie Lessa, ambos denunciados na primeira fase da operação, lideravam o esquema criminoso relacionado aos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.
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