A agência espacial russa, Roscosmos, e a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) anunciaram planos ambiciosos de colaboração para construir um reator nuclear automatizado na Lua até 2035. Esse empreendimento está previsto para fornecer energia à proposta base lunar, fruto da parceria entre os dois países.
Em 2021, Roscosmos e CNSA já haviam revelado a intenção de estabelecer uma base conjunta na Lua, denominada Estação Internacional de Investigação Lunar (ILRS), destacando que estaria aberta à participação de todos os interessados e parceiros internacionais.
Entretanto, a participação de astronautas da NASA na ILRS parece improvável devido às tensões históricas entre a agência espacial americana e a CNSA, bem como ao recente desentendimento com a Roscosmos. Esta última anunciou sua saída da Estação Espacial Internacional em 2025, em resposta às sanções dos Estados Unidos relacionadas à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
Roscosmos divulgou que planeja cooperar com a CNSA na construção de um reator nuclear na Lua. O diretor-geral da Roscosmos, Yury Borisov, mencionou a intenção de instalar a unidade de energia lunar entre 2033 e 2035, em colaboração com os chineses. Ele enfatizou que o projeto seria executado de forma autônoma, sem a necessidade de presença humana, e que as tecnologias essenciais para esse empreendimento estão em fase avançada de desenvolvimento.
Além disso, a Roscosmos planeja utilizar foguetes movidos a energia nuclear para transportar cargas para a Lua, visando a construção da base lunar compartilhada. Contudo, ainda não foram estabelecidos os métodos para garantir a segurança dessas espaçonaves, conforme relatórios da Reuters.
A necessidade de um reator nuclear ou fonte de energia semelhante é vital para sustentar futuras bases lunares, uma vez que os painéis solares podem não ser suficientes para gerar e armazenar a energia necessária.
Recentemente, cientistas do Reino Unido apresentaram planos para um reator nuclear compacto, alimentado por células de combustível do tamanho de uma semente, que será testado em missões futuras pela NASA. O formato e tamanho do reator conjunto russo-chinês ainda não foram especificados.
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