Viúva de Vítima da Ditadura Repreende Lula por Restrições às Críticas nos 60 Anos do Golpe

Suzana Lisboa, uma figura emblemática do movimento estudantil gaúcho e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), trouxe sua voz contundente ao ICL Notícias Segunda Edição na terça-feira (12). Uma figura marcada pela clandestinidade entre 1969 e 1978, Suzana foi companheira de Luiz Eurico Tejera Lisboa, cujo corpo foi o primeiro a ser encontrado entre os desaparecidos da ditadura militar. Em um momento de reflexão sobre os 60 anos do golpe de 1964, sua crítica à decisão do presidente Lula de proibir manifestações nos ministérios ecoa fortemente.

"Queremos justiça para aqueles que torturaram, que mutilaram, que ocultaram corpos e que ainda hoje nos torturam com essa incerteza. Sou uma das poucas que teve a sorte de encontrar seu desaparecido, tenho um túmulo para lamentar. Centenas de famílias não têm essa chance. Ele (Lula) não compreende isso", desabafa Suzana. "Estou envergonhada com essa decisão dele. Estou engasgada."

A posição de Suzana ressalta as cicatrizes profundas deixadas pelo período sombrio da ditadura militar no Brasil e a necessidade contínua de reconhecimento, justiça e memória para as vítimas e seus familiares. Sua voz, carregada de experiência e dor, destaca a importância de enfrentar os traumas do passado com coragem e integridade, reafirmando o compromisso com a verdade histórica e a defesa dos direitos humanos.

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