Elon Musk desencadeou uma ofensiva legal de grandes proporções, processando a Global Alliance for Responsible Media (GARM) por supostamente orquestrar um boicote ilegal à plataforma X (antiga Twitter). A plataforma de hospedagem de vídeos Rumble se juntou à ação judicial, intensificando a batalha que está se desenrolando nos tribunais.
O processo, ajuizado na terça-feira em Texas, segue a publicação de um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA, que revelou indícios de que a GARM conspirou para desmonetizar e prejudicar plataformas consideradas “desfavoráveis”.
Musk expressou sua frustração na X, escrevendo: “Tentamos ser amáveis por 2 anos e só recebemos palavras vazias. Agora, é guerra.” O CEO da Rumble, Chris Pavlovski, também se manifestou na mesma rede, anunciando sua participação no processo.
Linda Yaccarino, CEO da X, escreveu uma carta aberta a todos os usuários, descrevendo a ação da GARM e de outros grupos como uma “mancha em uma grande indústria”, e ressaltou que a empresa tem feito todos os esforços para atender às demandas de melhoria de controles e eficácia dos anúncios. “A realidade infeliz é que, apesar de todos os nossos esforços, reuniões e pesquisas, muitas empresas optaram por ignorar os fatos. Para aqueles que quebraram a lei, dizemos que basta,” declarou Yaccarino.
O processo nomeia a GARM, a World Federation of Advertisers (WFA), e membros da GARM, como CVS Health, Mars, Orsted e Unilever, como réus. A lista pode ser ampliada conforme novas descobertas, e a X busca indenização triplicada pelos danos causados.
Recentemente, o New York Post chamou Robert Rakowitz, chefe da GARM, de “fascista e autoproclamado mega-censor”. O veículo havia sido censurado em várias plataformas em 2020, após publicar uma história verídica sobre o laptop de Hunter Biden, que os democratas consideraram “desinformação”.
O relatório da Câmara dos Representantes revelou que a GARM é uma iniciativa da WFA, que representa os maiores compradores de publicidade do mundo, controlando 90% dos gastos globais com marketing, totalizando quase US$ 1 trilhão por ano. Documentos obtidos pelos legisladores mostraram Rakowitz se vangloriando de que a X estava “80% abaixo das previsões de receita” desde que a GARM começou a atacá-la. Rakowitz justificou que o e-mail era uma “piada autodepreciativa”.
Observadores externos notaram que a GARM recebeu dinheiro do governo dos EUA e pode ter feito parte do notório “complexo de censura-industrial” exposto pelos ‘Twitter Files’. Mike Benz, ex-oficial da administração Trump e agora à frente da Foundation for Freedom Online, destacou que a USAID “disse explicitamente que estava contatando anunciantes para organizar boicotes publicitários a sites desfavorecidos.”
Comentários
Postar um comentário