Irã Espera Apoio de Países Muçulmanos para Retaliação Contra Israel pela Morte de Haniyeh

Teerã aguarda respaldo de nações muçulmanas para reivindicar seu "direito legítimo" de retaliar contra Israel pela morte do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, em solo iraniano. A declaração foi feita pelo ministro de Relações Exteriores interino, Ali Bagheri Kani, nesta quarta-feira.

Em entrevista, Bagheri Kani expressou a expectativa de que os países islâmicos se unam à Irã em sua resposta legal e adequada à agressão israelense. Segundo ele, a ação do Irã visa não apenas proteger sua própria soberania e segurança nacional, mas também promover a estabilidade e segurança em toda a região.

O diplomata iraniano fez essas observações durante uma reunião com Hissein Brahim Taha, chefe da Organização da Cooperação Islâmica (OIC), em Jeddah. Esta reunião aconteceu à margem de uma sessão de emergência da OIC, que condenou a morte de Haniyeh e responsabilizou Israel pelo ato.

Bagheri Kani também criticou os Estados Unidos e alguns países europeus, que, segundo ele, não apenas se abstiveram de condenar o assassinato de Haniyeh, mas continuam a apoiar Tel Aviv. O ministro sugeriu que essa postura demonstra uma tentativa de manter a instabilidade no Oriente Médio.

Na semana passada, Haniyeh foi morto em um ataque aéreo contra sua residência em Teerã, onde participava da cerimônia de posse do novo presidente do Irã. O Hamas acusou Israel e os Estados Unidos de estarem por trás da morte de Haniyeh e prometeu retaliação.

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