Moscou acusa EUA de hipocrisia em relação à Ucrânia e Israel

A Rússia acusou os Estados Unidos de adotarem uma postura hipócrita em relação ao direito das nações de se defenderem, argumentando que Washington só apoia esse direito quando o país em questão é um aliado. A crítica veio do vice-representante russo na ONU, Dmitry Polyanskiy, durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação na Ucrânia.

Polyanskiy criticou o governo dos EUA por aplicar um padrão duplo aos conflitos armados, destacando que a defesa de Israel contra o Hezbollah, defendida pelo representante alternativo dos EUA para Assuntos Políticos Especiais, Robert Wood, é uma postura que não se estende a outras nações. Wood havia afirmado que nenhum membro do Conselho de Segurança toleraria ataques diários e deslocamentos de dezenas de milhares de pessoas por uma organização terrorista na fronteira.

No entanto, Polyanskiy acusou Washington de ignorar crimes cometidos contra a Rússia e os russos. Ele condenou as forças ucranianas por seus atos na região russa de Kursk, acusando-as de atacar civis e a usina nuclear local, o que, segundo ele, representa uma ameaça significativa para toda a Europa.

O diplomata russo afirmou que Moscou não espera que os EUA e seus aliados da OTAN condenem o que chamou de "assassinos, terroristas e saqueadores ucranianos", uma vez que eles alegam que Kiev tem o direito de invadir a Rússia em legítima defesa. Polyanskiy alertou outros países para não confiarem nos EUA, que, segundo ele, utilizam essas nações em seus jogos geopolíticos.

Ele também mencionou a recusa do Departamento de Estado dos EUA em reconhecer o direito do Irã de se defender após o assassinato de um líder do Hamas em solo iraniano, atribuído a Israel. O governo iraniano acusou Israel de estar por trás do atentado que matou Ismail Haniyeh durante uma visita a Teerã.

Comentários