O primeiro-ministro de Burkina Faso, Apollinaire Joachimson Kyelem de Tambela, anunciou a intenção do país de aderir ao BRICS durante uma reunião com o embaixador russo em Ouagadougou, Igor Martynov. O governo burquinense divulgou a informação nas redes sociais após o encontro, que ocorreu na segunda-feira, onde foram discutidas cooperações bilaterais nas áreas de energia nuclear, economia e política.
De acordo com o comunicado, Kyelem de Tambela destacou a necessidade de Burkina Faso se juntar ao BRICS como uma estratégia para "enfrentar a hegemonia do dólar e do euro" e promover "um comércio internacional mais justo". Essa declaração reflete o desejo crescente de países africanos e de outras economias emergentes em reduzir a dependência de moedas tradicionais e fortalecer laços com potências como Rússia e China, membros do BRICS.
Além disso, foi anunciado que Moscou sediará um fórum econômico bilateral entre os dias 8 e 11 de outubro, focado na promoção do comércio e da cooperação econômica entre Burkina Faso e a Rússia. Este tipo de evento já foi realizado anteriormente em países como Senegal, Benin, França, Canadá, Coreia do Sul e Áustria, destacando o crescente interesse do país africano em diversificar suas parcerias internacionais.
O BRICS, originalmente formado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China, cresceu ao longo dos anos com a adesão da África do Sul em 2010. Mais recentemente, o bloco ampliou sua base de membros, incluindo Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, a partir de 1º de janeiro deste ano. Embora a Arábia Saudita ainda não tenha formalizado sua adesão, o país tem participado ativamente de reuniões do grupo, sinalizando seu interesse em integrar a aliança.
O movimento de Burkina Faso em direção ao BRICS reflete uma busca por novas alternativas de cooperação econômica e geopolítica, particularmente em um contexto global onde o equilíbrio de poder está em constante mudança. O primeiro-ministro de Burkina Faso acredita que a entrada no BRICS poderá ser um passo significativo para reduzir a dependência de estruturas econômicas dominadas pelo Ocidente e abrir novos horizontes para o desenvolvimento do país.
Comentários
Postar um comentário