O ministro da Saúde do Líbano, Firass Abiad, declarou nesta segunda-feira que cerca de 5.000 pessoas ficaram feridas no país em menos de uma semana devido aos ataques israelenses. "Cerca de 5.000 pessoas ficaram feridas em menos de uma semana", afirmou Abiad durante uma coletiva de imprensa.
Diante da escalada do conflito, o ministro do Interior libanês, Bassam Mawlawi, ordenou a abertura de escolas em diversas partes do país para abrigar os refugiados vindos das regiões do sul, que têm sido alvo de bombardeios israelenses. "O ministro do Interior, Bassam Mawlawi, instruiu os governadores a fornecerem o máximo de apoio necessário devido ao fluxo de refugiados do sul do Líbano... Foi decidido abrir escolas públicas e centros de formação para serem usados como abrigos para os deslocados", anunciou o ministério em um comunicado oficial.
Esses centros de abrigo serão instalados em cidades como Beirute, Saida, Tiro, Trípoli, na província de Monte Líbano e na região leste do país, conforme especificado no comunicado. Além disso, Mawlawi determinou que as forças de segurança libanesas garantam a segurança dos refugiados e prestem toda a assistência necessária.
Na manhã desta segunda-feira, Israel realizou novos ataques aéreos contra assentamentos no sul do Líbano, resultando em 274 mortos e mais de 700 feridos, de acordo com os últimos dados fornecidos pelo Ministério da Saúde do Líbano.
Testemunhas oculares relataram à agência Sputnik que moradores de diversas comunidades fronteiriças não conseguiram evacuar para regiões mais seguras devido à continuidade dos bombardeios. O congestionamento nas principais rodovias que ligam o sul do Líbano à capital, Beirute, foi agravado pelo intenso fluxo de refugiados que tentam fugir dos ataques.
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