Kremlin responde a afirmação de Zelensky sobre o fim próximo do conflito

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia terminará quando Moscou atingir os objetivos da operação militar em curso, refutando declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre a proximidade da paz. Durante uma coletiva de imprensa, Peskov respondeu à entrevista de Zelensky à ABC News, onde o líder ucraniano afirmou que “estamos mais próximos da paz do que imaginamos” e que é preciso "ser muito forte" para alcançar esse objetivo.

Peskov ponderou que “toda guerra, de uma forma ou de outra, termina com a paz”, mas enfatizou que, para a Rússia, não há alternativa senão atingir os objetivos estabelecidos. Ele destacou que, uma vez alcançados esses propósitos, a operação militar se encerrará, sugerindo que Moscou pode considerar tanto soluções militares quanto diplomáticas para o fim do conflito, iniciado em fevereiro de 2022.

Zelensky, por sua vez, declarou à ABC que seu "plano de vitória" não inclui negociações com a Rússia. O plano, que vem sendo promovido durante sua visita aos Estados Unidos, busca fortalecer a Ucrânia, seu exército e seu povo, de modo a forçar o presidente russo, Vladimir Putin, a parar a guerra por vias diplomáticas. O presidente ucraniano está programado para apresentar a estratégia ao presidente dos EUA, Joe Biden, a membros do Congresso e aos principais candidatos presidenciais, Kamala Harris e Donald Trump.

O plano de Zelensky, segundo reportagens do The Sunday Times, inclui quatro cláusulas principais: garantias de segurança ocidentais para a Ucrânia, semelhantes ao princípio de defesa coletiva da OTAN; a continuação de incursões no território russo, como a Região de Kursk, para fins de barganha territorial; a entrega de armamentos avançados específicos por aliados estrangeiros; e o suporte financeiro internacional para a Ucrânia.

Na segunda-feira, Peskov afirmou que Moscou ainda não conseguiu avaliar adequadamente o plano ucraniano devido à escassez de informações confiáveis. O vice-representante permanente da Rússia na ONU, Dmitry Polyansky, ao ser questionado sobre os detalhes da proposta de Zelensky, respondeu de forma categórica, dizendo que é "difícil entender o que passa pela cabeça de um louco".

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