Pentágono Encomenda Estudo sobre Potencial Ataque Nuclear na Europa Oriental

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos ordenou um estudo para simular os impactos de um conflito nuclear na agricultura global. Documentos oficiais indicam que o estudo focará em regiões "além da Europa Oriental e da Rússia Ocidental", apontadas como epicentro de um hipotético uso de armas nucleares.

Liderado pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, através do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Engenharia (ERDC), o projeto já conta com a participação da Terra Analytics, uma empresa do Colorado especializada em visualização avançada de dados e análises complexas. Contudo, o Pentágono abriu a possibilidade para que outras empresas também apresentem propostas, caso tenham capacidade para oferecer serviços semelhantes.

As exigências para os contratantes incluem a disponibilização de pessoal, equipamentos, instalações, supervisão e demais recursos necessários para a condução do estudo. Entre os requisitos, o estudo deve incluir mapeamento aéreo e modelar um cenário em que ocorra um “evento nuclear não destrutivo”. O contrato está avaliado em US$ 34 milhões (cerca de R$ 169 milhões).

Embora os documentos não deixem claro como o Pentágono pretende utilizar os resultados do estudo, a iniciativa surge em meio a crescentes temores de uma guerra nuclear, exacerbados pelo conflito na Ucrânia e pelas tensões entre a OTAN e a Rússia. Especialistas alertam que um confronto direto entre Moscou e o bloco liderado pelos EUA poderia escalar para uma catástrofe nuclear. Segundo a Federação de Cientistas Americanos, EUA e Rússia detêm os maiores arsenais atômicos do mundo, com aproximadamente 5.000 e 5.500 ogivas, respectivamente.

Em agosto, o The New York Times relatou que a administração americana havia aprovado uma nova versão de sua estratégia nuclear, que orienta as forças dos EUA a se prepararem para confrontos nucleares coordenados com Rússia, China e Coreia do Norte. Moscou, por sua vez, tem alertado que o apoio militar ocidental ao governo ucraniano pode intensificar o conflito, transformando-o em uma guerra global. Autoridades russas estão revisando a doutrina nuclear do país, considerando a inclusão de ataques nucleares preventivos, embora o Kremlin afirme que uma guerra nuclear nunca deve ser travada.

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